Thursday, September 18th, 2008
Ai recebo no MSN de um “muy” amigo (escrito dessa forma abreviada):
(amigo) -Vc ñ vai falar do PHA[1]?
(eu) -Falar o quê? Ele fez outra historinha com o Frota?
(amigo) -ñ seu lerdo! Ele q o impeachment do lula!
[1] Paulo Henrique Amorim
Ahh, assim não dá! Não é só por achar que o PHA deveria estar melhor preparado, mas quero saber quem foi que o convidou pra ser golpista! Sim, porque até a semana passada era Lula na Terra e (também) Lula no Céu! Todos que pediam apuração de lulinha corp, mensalão, cartões corporativos, etc.. eram do tal Partido da Imprensa Golpista. Eu não, quero deixar claro. Não sou da imprensa, só do PG. E agora, não mais que de repente, dá-lhe impeachment? Como isso foi acontecer é o melhor de tudo.
Resumo da resenha da ópera: PHA e o primeiro cavaleiro Nassif (aquele que não escreve na Folha, na Abril, no Estadão, no Globo…) acreditam que Lula e Dantas juntaram forças para que o caso dos grampos não seja apurado. Ohhh, Zeus nos acuda! Nosso messias salvador e extrato do lixo burguês nacional juntos contra o povinho oprimido em busca de justiça?! Como pôde?
A pergunta que mais me interessa no momento não é por que Lula parece não quer apurar os grampos, essa resposta é bastante óbvia. Mas os motivos da conversão de PHA e Nassif são mais obscuros. Será que viram a Luz ou alguém importante pra eles teve o interesse contrariado? Humm….
Enquanto isso PHA, por favor não contamine o “movimento”. Devolve o golpe que ele é meu!
Tags: cartoes corporativos, lula, lulinha, mensalao, Nassif, PHA
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Thursday, April 17th, 2008
O governo petista, o mesmo partido do eterno “Fora FHC”, vive acusando a oposição de tentar dar um golpe. A lógica chega a ser deliciosamente curiosa. Senão, vejamos:
- mensalão: ninguém sabe, ninguém viu. Ou melhor apenas a oposição viu, aquilo nunca existiu. O dinheiro apareceu, claro, mas ninguém sabe de onde. Mas se uns milhõezinhos caem na sua mão, assim, vindos diretamente do céu congressual, quem em sã consciência irá recusar? E a oposição o que faz? Acusa o governo de estar por trás de tudo.
- duda mendonça: estou quase convencido que se trata de um espectro do além. O (competente) marketeiro de Maluf, Lula e outros (gosto não se discute) admitiu em rede nacional de televisão ter recebido dinheiro no exterior pelo seu trabalho nas campanhas petistas. Para quem não se lembra, foi esse o motivo que levou ao impeachment de Collor, o novo aliado de Lula. O que fez a oposição? Brandou que a ética petista era uma lamaçal.
- Dossiê Serra: Assessores do PT, partido de Aluízio Mercadante, preparam um dossiê com podres do então candidato a governador José Serra. Note que a impecável lógica petista acusa o próprio Serra, que estava disparado nas pesquisas, de preparar o dossiê que podia prejudar a ele próprio. É… faz muito sentido.
- Dossiê Dilma: novamente um dossiê, vão gostar de relatórios assim lá longe! De preferência bem longe! Esse documento preparado pela equipe da ministra Dilma Rousseff mostraria apenas os gastos secretos (cartões corporativos) dos mandatos de FHC. Quem fajutoutudo e vazou para a imprensa. Claro, FHC e seus bicudos.
É por essas e outras que afirmo: a oposição deu um golpe no Brasil ao não lutar pelo impeachment de Lula imediatamente após o depoimento de Duda Mendonça. Tem razão o presidente quando diz que eles (a oposição) não querem o bem do país. Tem toda a razão, presidente.
Tags: cartoes corporativos, duda mendonca, lula, maluf, mensalao, psdb, pt
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Friday, February 1st, 2008
O publicitário Marcos Valério, o tal “operador” do mensalão, prestou depoimento ao juiz Alexandre Buck Medrado Sampaio, da 4ª Vara Criminal Federal de Belo Horizonte. E voltou a afirmar que José Dirceu, a quem disse admirar muito, sabia dos empréstimos feitos nos bancos Rural e BMG. Segundo ele, o próprio Silvinho Pereira, então secretário geral do PT, confirmou que informava tudo ao chefe. Também afirmou que José Genuíno, outro da turma do “ninguém sabe, ninguém viu”, era mantido atualizado por Delúbio Soares sobre todas as transações.
Mais uma vez, disse que intermediou uma reunião entre Dirceu, que ocupava a casa civil, e o presidente e diretores do banco Rural. Conforme já escrevi, não muito tempo após essa reunião o Rural e o BMG passaram a operar os empréstimos consignados para aposentados, um filé-mignon para qualquer instituição financeira.
José Dirceu já reitorou várias vezes que nunca tratou de tais assuntos com essas instituições. Resta tentar descobrir quem mente.
Tags: delubio soares, jose dirceu, Marcos Valerio, mensalao, pt, Silvinho Pereira
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Monday, January 28th, 2008
Na Folha.
A presidente-executiva do Banco Rural, Kátia Rabello, foi interrogada hoje por cerca de cinco horas no processo do mensalão, em Belo Horizonte (MG).
Ela negou as acusações de formação de quadrilha, evasão de divisas, gestão fraudulenta de instituição financeira e lavagem de dinheiro.
No depoimento, Kátia disse que Marcos Valério –acusado de ser o operador do suposto esquema– informava o banco sobre a disponibilidade na agenda do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) e que jamais participou da concessão de empréstimos para empresas de Valério. Leia mais.
Esse pessoal do mensalão ajuda a reescrever uma máxima: não é possível todos mentirem para todos o tempo todo. E assim, como em um quebra-cabeça, a figura total vai aparecendo. Basta ver, em cada depoimento, o que bate com o que. Portanto, é razoável assumir que Valério de fato agendava os compromissos com Dirceu - ou seja, o operador do mensalão teria acesso ao ministro da Casa Civil - porque isso bate com o depoimento do próprio Valério à CPI, de que havia se econtrado com Dirceu e dirigentes do Banco Rural. E assim, uma peça aqui, outra ali, a verdade vai aparecendo.
Tags: Banco Rural, jose dirceu, Marcos Valerio, mensalao
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Thursday, January 17th, 2008
Na Folha, por Luiz Francisco.
O publicitário Duda Mendonça disse ontem, após depor no processo do mensalão na Justiça Federal em Salvador, que “está criando” uma empresa de consultoria para campanhas políticas.
Duda, que é processado por evasão de divisas e lavagem de dinheiro, não descartou a possibilidade de voltar a trabalhar para o PT. “Talvez sim, por que não?”, disse a jornalistas, após ser questionado a respeito.
Ao juiz Cristiano Miranda de Santana, o publicitário repetiu sua versão sobre os fatos revelados durante o escândalo do mensalão. Disse desconhecer a origem dos R$ 10,5 milhões pagos a ele pelo empresário Marcos Valério por meio de depósitos em conta aberta por Duda no Bank Boston Internacional, em Miami.
…
“Não sei a origem do dinheiro, mas o meu trabalho foi honesto. Na época, o Marcos Valério me disse que a única forma de receber o dinheiro era abrindo uma conta no exterior”, disse. Após detalhar ao juiz o funcionamento de uma campanha eleitoral, Duda disse que já prestou conta de “todas as acusações”. O publicitário afirmou que assumiu a sonegação e pagou multa de R$ 4,3 milhões. leia mais.
Já notou como está o pessoal do escândalo do mensalão? José Dirceu é “consultor de empresas”, Delúbio Soares promove churrascos, Duda Mendonça, além de parte da conta da Petrobras, reinicia sua atividade em campanhas. Sem dúvida alguma, esse é o país do “-cadê o meu, heim?”.
Tags: duda mendonca, mensalao
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Thursday, January 10th, 2008
Todos se lembram da tal “tese do empréstimo”, bolada por Márcio Thomaz Bastos para livrar os petistas da cadeia. A idéia era simples, negar que eram doações ilegais de campanha ou qualquer tipo de propina (o que poderia levar a cassação de mandatos, perda do registro do partido, etc… ) e alegar que os R$ 55 milhões foram empréstimos feitos para pagar dívidas de campanha e a festa popular promovida pelo PT na posse de Lula. Essa história foi mantida ontem pelo ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, em um interrogatório em São Paulo feito pelo juiz Fausto Martins De Sanctis, da 6a Vara Criminal Federal.
O que o ministério público investiga são as vantagens que podem ter sido obtidas pelos principais credores do PT. Por que o MP levanta a hipótese? Basta seguir a seqüência de fatos abaixo:
setembro de 2003 - MP 130 ; apenas nove meses depois de eleito, o presidente Lula assina a medida provisória n. 130 e envia ao congresso a sua regulamentação (decreto n. 4840). Resumidamente, isso acabava com as dúvidas a respeito do crédito consignado para aposentados.
2003 é o período dos “empréstimos” feitos ao PT. Só como Banco de Minas Gerais (BMG) o partido levantou a baguatela de R$ 26 milhões, com poucas ou nenhuma garantia. Sacomé, banco adora rasgar dinheiro.
maio de 2004 - O governo propõe mudança na lei do crédito consignado. Não seria mais a previdência a reter os pagamentos e enviar aos bancos, as próprias instituições financeiras fariam isso.
agosto de 2004 - O presidente assina o decreto n. 5180 permitindo que TODOS os bancos operassem o crédito consignado. Pela regulamentação anterior apenas bancos que faziam pagamento previdenciário podiam oferecer o produto. O BMG, que não fazia pagamentos previdenciários, passa a poder operar.
O resto da história já conhecemos, o governo usa sua máquina de propagando (oficial e não oficial) e convida cada aposentado do Brasil a se enforcar em juros que, na melhor das hipóteses, flutuavam pouco acima de absurdos 2% ao mês. O BMG e o Banco Rural, que ficariam excluidos de um dos melhores produtos do mercado financeiro na década, obtém pomposos lucros.
É bom não esquecermos e continuarmos a acompanhar o desenrolar dessa história.
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Monday, January 7th, 2008
Na agência Brasil, comento em seguida.
O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu divulgou nota hoje (4) negando ter afirmado que a sede do Partido dos Trabalhadores (PT) em Porto Alegre foi comprada com dinheiro de caixa 2, ou seja, recursos não declarados.
A declaração atribuída a ele em reportagem da revista Piauí é de que a obra na capital gaúcha “foi feita só com caixa dois”. Segundo a publicação, o ex-ministro acrescentou: “Era com mala de dinheiro”.
…
Não fiz acusações relacionadas à compra da sede do PT em Porto Alegre”, escreveu. “Limitei-me a repetir que ocorreram denúncias de que o prédio fora comprado com recursos ilegais e que a oposição falou em ’sacos de dinheiro’…
O ex-ministro, que é réu no processo do mensalão, acrescentou que o foco de seu comentário era a falta de solidariedade de petistas do Rio Grande do Sul que, segundo ele, tiveram apoio do partido diante das acusações: “A direção nacional não os pré-julgou não só pela solidariedade partidária, como pelo respeito ao direito sagrado à presunção da inocência. O que destaquei à jornalista [da revista], então, é que a recíproca não ocorreu e que quando acusado não recebi o mesmo tratamento de alguns dirigentes do PT gaúcho. Estes não levaram em conta sequer a presunção da minha inocência.”
Parece que JD passou um recado ao PT gaúcho, mas acho que foi mais do que isso. Obviamente ele não traria o assunto (a compra da sede) à tona se não tivesse informações na manga. Por que? Simplesmente não parece seu tipo de ação. creio que sua intenção parece ser um pouco maior.
Note que ele falou em “falta de solidariedade” por parte dos dirigentes gaúchos. Enquanto corre o processo do mensalão no STF, alguns podem ser chamados a depor e uma frase mal colocada pode complicar muito a vida de um réu. Como todos sabem, até testemunhas em processos, quem não deve, não teme. O que aconteceu na entrevista parece ser algo como: você deve, eu sei que deve e sei como usar a informação. O PT gaúcho pode ter sido apenas o boi-de-piranha de JD, um aviso aos demais.
Tags: jose dirceu, mensalao, pt
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