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Serra e Alckmin dão passo importante rumo a 2010

Tuesday, January 20th, 2009

Eu já havia escrito mais de uma vez sobre essa tola competição fatricida entre José Serra e Geraldo Alckmin. Pois bem, FHC resolveu entrar pra valer no processo e salvar o partido, evitando o racha definitivo. E não haveria porque estarem em lados opostos o atual e o ex-governador de São Paulo. Serra quer ser o candidato a presidente, pra isso precisa de um nome forte disputando o governo do estado e Alckmin quer ser governador novamente. Como se diz, é juntar a fome com a vontade de comer.

Mas para Serra a vitória pode ser dupla, afinal isso enfraquece (um pouco mais) a posição de Aécio. O governador mineiro perdeu pontos com o desempenho de seus aliados nas eleições municipais de 2008, e agora deixa de ter o único aliado importante em terras paulistas.

Leia o que vai no Estadão:

Ao atrair o ex-governador Geraldo Alckmin para sua gestão, o governador José Serra unifica São Paulo em torno de seu projeto presidencial em 2010 e tira do governador de Minas, Aécio Neves, o único apoio que tinha nos arraiais tucanos paulistas. Se Serra pacificou o Estado em seu apoio, Alckmin, por seu lado, assume uma secretaria de visibilidade e comandará, em São Paulo, a luta contra a crise econômica. Se tiver êxito, terá percorrido boa parte do caminho para viabilizar sua volta ao governo estadual em 2010.

A Secretaria de Desenvolvimento tem sido a encarnação do discurso serrista para enfrentar a crise. Seu plano de trabalho tem o título de Os novos rumos da locomotiva. Nos últimos dois anos, o ex-secretário Alberto Goldman costurou ambiciosos projetos para catapultar o desenvolvimento paulista, uma área que representa para Serra - mais do que a busca do êxito administrativo - o teste para suas teses desenvolvimentistas e a alavanca de seu futuro discurso de candidato presidencial. Alckmin, ex-governador e ex-candidato à Presidência, dá densidade a esse discurso, dizem os aliados de Serra.

A primeira conversa foi no dia 23 de dezembro, quando Serra disse a Alckmin que precisava dele para ocupar a Secretaria do Desenvolvimento e dar vigor à luta contra a crise. Atendia, então, a conselhos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, arquiteto de um entendimento em São Paulo. Do lado de Serra, apenas os secretários Aloysio Nunes Ferreira e Goldman foram notificados do convite. Do lado de Alckmin, ninguém soube, a não ser na semana passada, quando tudo já estava sacramentado.

Parceiros dos dois lados contaram que o acerto entre os dois não teve condicionantes. Serra não cobrou o apoio antecipado de Alckmin a sua candidatura presidencial nem Alckmin disse que almeja voltar ao governo estadual. Mas os dois lados admitem que esses serão desdobramentos “naturais” da aproximação. Leia mais.

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Pimentel “oficializa” aliança com Aécio em café da manhã

Wednesday, February 13th, 2008

Quer entender mais do vai abaixo? Leia esse texto sobre Aécio Neves.

Na Folha, por Paulo Peixoto.

O prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel (PT), “oficializou” a sua tentativa de fazer de Márcio Lacerda (PSB), secretário de Desenvolvimento Econômico do governador Aécio Neves (PSDB), o candidato comum de petistas e tucanos à Prefeitura de Belo Horizonte, que está sob controle do PT por quase 16 anos.

A espécie de oficialização da aliança se deu na forma de um café da manhã na casa de Lacerda, ontem. Pimentel levou ao encontro alguns secretários da prefeitura e lideranças do partido na Câmara Municipal, Assembléia Legislativa e Câmara dos Deputados. A intenção foi apresentar o secretário de Aécio aos petistas.

Durante as conversas, não foi colocado pelo prefeito que Lacerda seria o nome defendido por ele para disputar a sua sucessão com o apoio do PT. Discutiu-se apenas a manutenção da aliança do PSB com o PT, embora o simples gesto de Pimentel de levar os petistas tenha deixado a posição clara, no relato de alguns participantes do encontro à Folha.

A união de PT e PSDB em Belo Horizonte interessa a Pimentel, que fortaleceria sua pré-candidatura ao governo de Minas em 2010, até com o apoio de Aécio. E interessa a Aécio porque ele buscaria reforçar a sua pré-candidatura à Presidência em 2010 passando a imagem de que é capaz de angariar apoios até no PT para um eventual governo nacional. Leia mais.

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