economia, política e blog ‘n’ roll

Microsoft responde à rejeição da Yahoo!

Tuesday, February 12th, 2008

A Microsoft soltou um comunicado sobre a rejeição formal da proposta que fez à Yahoo Inc. Eis o último parágrafo:

“A resposta a Yahoo! não altera nossa crença nos méritos financeiros e estratégicos da proposta. Como dissemos anteriormente, a Microsoft reserva-se o direito de utilizar todo os méritos necessários para garantir que os acionistas da Yahoo! tenham a oportunidade de certificar-se do valor da nossa proposta.”

Parece que a gigante do software enviou um recado para a diretoria do portal, eles desconsideram a proposta de uma tomada hostil.

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Yahoo! pode negociar fusão com AOL

Monday, February 11th, 2008

No Estadão, por Fabiana Holtz. Comento em seguida.

O site de buscas Yahoo! estaria interessado em retomar as negociações de fusão com o portal AOL, da Time Warner, de acordo com o jornal britânico “The Times”, com base em fontes. Segundo o diário, o Yahoo! poderia ver a combinação com a AOL como uma saída para se defender da oferta hostil da fabricante de programas de computador (software) Microsoft. Alianças com o Google e a Walt Disney também estão sendo exploradas, acrescenta o jornal.

Com isso, observa o Times, ficaria entendido que o conselho do Yahoo! não vai considerar o início das conversações com a Microsoft a menos que o grupo ofereça no mínimo US$ 12 bilhões a mais pela compra - o que representaria uma alta no valor por ação da proposta de US$ 31,00 para mais de US$ 40,00. Leia mais.

As ações da Yahoo! voltaram a subir nos primeiros momentos de hoje e se aproximaram ainda mais da marca dos US$ 30,00. Analistas do mercado acreditam que a retomada de negociações com Google e AOL seja uma forma de pressão para que a Microsoft aumente a oferta.

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Google x Microsoft: não tem bonzinho

Wednesday, February 6th, 2008

A disputa entre a Microsoft, que deseja compra a Yahoo!, e a Google, que quer a todo custa evitar essa compra, continua. Acho que vale levantar alguns pontos interessantes nessa disputa.

O atual CEO do grupo Google, Eric C. Schmidt, possui uma longa carreira como adversário da Microsoft. Ele trabalhou na Sun e na Novell em épocas de luta ferrenha contra a empresa de Bill Gates. Hoje, parece estar muito incomodado com os avanços de produtos web da microsoft, como MSN e hotmail. Uma eventual compra da Yahoo! faria com que a gigante de Redmond alcançasse 80% de mercado nesses segmentos. Como a Microsoft possui tradição em utilizar algum ponto em que domina o mercado para alavancar sua posição em outro, isso anda tirando o sono de Schmidt. Ele lembra que a empresa já fez isso antes, na própria web: usou sua posição de liderença em sistema operacional para “empurrar” o internet explorer e Windows Media Player, em detrimento de Nestcape e Real Player. Resumindo, seu argumento é a competitividade do mercado.  Schmidt convocou os lobistas da Google em Washington para “incentivar” os órgãos regulatórios de mercado a fazer um pente-fino na fusão, em busca de qualquer detalhe que pudesse barra-la.

Por outro lado, Steve Ballmer, atual CEO da Microsoft, afirma que a dupla Microsoft + Yahoo! faria frente ao Google. O gigante da California ainda seria líder em buscas, mas veria seu mercado cada vez mais vigoroso de anúncios on-line (via adsense) ameaçado. Resumindo, seu argumento também é a competitividade do mercado. É sempre curioso ver como a mesma verdade serve bem a dois reis.

Até há pouco tempo, dizia-se que a Microsoft seria apertada pelos aplicativos office online e gratuitos disponibilizados pelo Google, eis que  a gigante do software volta a exibir sua conhecida agressividade com essa oferta de US$ 44 bilhões pela Yahoo!. Certamente essa guerra está apenas nos primeiros rounds.

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Como a Google pode impedir a compara do Yahoo! pela Microsoft

Tuesday, February 5th, 2008

A Google Inc. tem oferecido ajuda e parceria a qualquer empresa com uma fatia considerável de mercado. A razão é simples, impedir os avanços da Microsot. Por isso a já noticiada retomada de conversas entre os executivos das duas gigantes da internet. Tenta-se uma parceria pois uma tentativa de compra dessas empresas por parte da Google dificilmente seria aprovada em uma comissão anti-monopólio.

Um exemplo recente dessa política do Google é o contrato firmado com o portal Ask.com: US$ 3.5 bilhões pelo direito de vender anúncios nas buscas durante um período de 5 anos. A participação de mercado da Ask.com foi de 1,1% em dezembro de 2007, segundo a comScore. Se considerarmos a fatia do Yahoo!, 12,8%, o valor seria de US$ 40 bilhões por 5 anos. Um ganho de US$ 10 bilhões sobre o projetado. Os rendimentos do Yahoo! com venda de anúncios em 2007 foi de US$ 6 bilhões.

Ainda não ficou claro se a dinheirama seria usada para tentar recomprar ações nos mercados ou oferecer dividendos aos acionistas e tentar livra-los da tentação de venda para a Microsoft.

A empresa da California, assim como Google e Microsoft, também possui uma rede de venda de anúncios. Esse é o filão mais lucrativo da internet no momento. As duas empresas, no entanto, apostaram em modelos distintos de negócios. O Yahoo!, assim como o WindowsLive e a AOL, montou uma série de sites próprios. Essa colossal quantidade de visitas e páginas garante o volume necessário de exposição e cliques para atrair anunciantes de todas as áreas. O Google partiu para montar a maior rede de sites para exibição de anúncios, através de seu programa adsense. Nesse modelo de negócio, qualquer um que possua um site ou página na internet pode exibir seus anúncios. A principal diferença está no ganho que cada uma das estratégias traz para a empresa. Calcula-se que para cada dólar pago por anunciantes o Google fica com apenas 20%, o resto vai no programa de parcerias e sua administração. O inverso das redes próprias, nesse caso a maior parte fica com a empresa.

Esse é o principal motivo da Microsoft enxergar um grande pontencial na compra do Yahoo!. Mesmo com um faturamento menor, as duas redes de anúncios combinadas, teriam uma lucratividade igual ou talvez um pouco maior que a rede Google.

Já há alguns anos que se anuncia o incômodo que os produtos Google (planilhas, editores, sistema operacional, etc…) causariam para a Microsoft, que parecia fazer pouco a respeito. Agora, com o agressivo Steve Ballmer ainda à frente da companhia e sem a sombra de Bill Gates, a empresa de Redmond prepara o seu ataque. Certamente ainda veremos muitos lances dessa guerra.

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Microsoft oferece US$44,6 bi para comprar Yahoo

Friday, February 1st, 2008

A Microsoft utiliza o seu peso de maior empresa de software do mundo e fez uma oferta de US$ 44,6 bi em ações e dinheiro para obter o controle da Yahoo! Inc. O portal Yahoo! é hoje o site mais acessado do mundo. Perde para o Google nas buscas, mas possue vasto conteúdo, além de vários sites web2.0 muito bem sucedidos, como  del.icio.us e flickr.

A oferta da gigante de Redmond, US$ 31,00 por ação,  representa um prêmio de 62% sobre o fechamento do mercado  na quinta-feira. Por conta disso, antes da abertura do mercado, as ações da Yahoo! já apresentavam alta de 56%, a US$ 29,95.

É fácil perceber que a Microsoft certamente visa a guerra com a Google, que cada vez ataca mais o mercado de aplicativos de escritório. Já lançou vários produtos que concorrem diretamente com partes do Office da Microsoft,  ainda que, até o momento, não tenham sido bem sucedidos.

A empresa anunciou ainda que  a sinergia gerada por Yahoo+Microsoft poderia gerar ganhos de US$ 1bi, sem especificar exatamente como.

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