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Lula e a Petrosal - o dinheiro que ainda não existe

Wednesday, August 20th, 2008

Lula e seu mindinho braço direito, a ministra-futura-presidente Dilma Rousseff, estão fazendo as contas de como gastar o dinheiro que virá das gigantescas reservas de petróleo da camada pré-sal. Só pra lembrar, as estimativas falam de um ou mais campos de petróleo que vão do litoral de Santa Catarina até o litoral capixaba.

O destino que Lula apregoa para o dinheiro até me encanta, a educação. O que me preocupa é o modelo. O presidente quer criar uma nova estatal do petróleo, que o mercado já batizou de petrosal (cá entre nós, muito melhor que petroLula, arghhh!), 100% controlada pelo estado, diferentemente da Petrobrás, e caberia a essa empresa cuidar das novas reservas. Não seria um empresa de extração, transporte, refino, distribuição, etc… de petroderivados, mas uma empresa-gerente. Na prática, contrataria outras companhias para realizar o trabalho. O governo mira no exemplo dinamarquês, que criou uma companhia com esse fim.

O primeiro ponto que me preocupa, é a gestão da “gestora”. No país nórdico são 60 funcionários, isso mesmo, SESSENTA, para realizar o trabalho. Francamente, com um número tão baixo não dá pra tirar a barriga dos militantes da miséria. Aqui precisaremos de pelo menos uns 6.000 carguinhos. No mínimo!

O outro ponto que me irrita são essas contas sobre o que fazer com o dinheiro. Que dinheiro? Já tiraram alguma gota de óleo em plataforma de produção do leito do mar? Não, e já estão sonhando com a gastança. Alguém avisou ao presidente que serão necessários investimentos de mais US$ 150bi para extrair esse óleo de lá? Claro que parte será revertido a partir da próprioa produção, mas nenhuma previsão que li até agora, fala em menos de US$25bi antes de ver a cor dos petrodólares.

Já consigo ver o aumento de carga tributária para levantar essa bilharama toda.

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Petrobrás: o melhor terceiro escalão do mundo

Wednesday, May 21st, 2008

Há poucos dias foi anunciado que a Petrobrás ultrapassou a Microsoft em valor de mercado e se tornou a terceira maior empresa das américas e a sexta do mundo. Não é pouca coisa. Para ser exato eram US$ 287,171 bilhões. Ainda está a uma boa distância da Exxon Mobil (US$ 489,640 bilhões). Mas o resto do mundo também. Em nono lugar aparece a Vale (US$ 196,495 bilhões).

Há uma diferença notável entre as duas. A Vale hoje tornou-se referência em gestão e perde com alguma frequência seus quadros para outras empresas. Há mais de um caso de gerente que saiu da empresa para presidir outras. Na Petrobrás a história é bem outra. Senão, vejamos.

O cargo de presidente da empresa é político, ainda que o presidente Lula tenha colocado no cargo alguém que está de alguma forma está ligado à empresa desde começo da década de 90 (Sérgio Grabrielli). O que dizer então das diretorias. São inesquecíveis os debates políticos para diretor disso e diretor daquilo. -Ahh, mas fulano é engenheiro! Como se o importante fosse a formação (que É muito importante!) e não também os anos e anos de atuação. Afinal, alguém acha que quando um partido aliado luta e se degladia para indicar um diretor de perfurações da estatal, está interessado apenas no patriotismo do indicado?

A Petrobrás fez investimentos de mais de R$ 45 bilhões em 2007. É muito dinheiro e qualquer um que converse com as empresas do outro lado é um possível ótimo arrecadador de fundos para campanhas futuras. Esse é o principal critério das indicações: quem pode reverter maiores benefícios para o partido a partir do cargo que ocupa?

Então, se não são os diretores, quem são os responsáveis pelo sucesso da empresa? Sobretudo o terceiro escalão. Um exército de “gerentes” da maior qualidade, e que sabe o poder da empresa por trás e utilizam isso em benefício da própria empresa. Claro que sempre haverá casos pontuais de má gestão, assim como há na iniciativa privada, mas não são a regra. Não nesse nível.

Um processo seletivo continuo e extenso, investimentos em universidades e aprimoramento de capacidades. É nisso que se baseia a empresa.

E quem chega por indicação política? Geralmente possue o bom senso de não atrapalhar.

E a vida segue.

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Brasil não cede gás boliviano, mas oferece opção à Argentina

Friday, February 22nd, 2008

Na BBC Brasil, por Márcia Carmo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve apresentar à Argentina uma oferta alternativa de energia no lugar de ceder gás boliviano ao país vizinho, informou nesta sexta-feira, em Buenos Aires, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

“A Petrobras acha que é impossível abrir mão de qualquer molécula de gás vinda da Bolívia”, disse Gabrielli. “Isso não quer dizer que a Petrobras não seja sensível às necessidades do mercado elétrico da Argentina.”

“A Petrobras está disposta, conjuntamente com o Brasil, a analisar algumas possibilidades de fornecimento elétrico à Argentina em momentos emergenciais, viabilizando geração elétrica adicional à necessidade do Brasil para exportação à Argentina”, acrescentou.

“Isso é possível utilizando termelétrica a óleo combustível, termelétrica a gás natural GNL e é possível com acumulação de água em momentos distintos no tempo”, afirmou o presidente da Petrobras.

De acordo com Gabrielli, Lula vai tratar do assunto na reunião que terá neste sábado com a presidente argentina Cristina Kirchner e com o líder boliviano Evo Morales, em Buenos Aires

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Petrobras, Vale e Embraer lideram exportações

Tuesday, January 29th, 2008

No Estadão, por Paula Puliti.

O perfil das exportações brasileiras pouco se alterou no ano passado, segundo os resultados consolidados da balança comercial de 2007 divulgados nesta terça-feira, 29, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Os resultados mais expressivos continuaram com as maiores empresas do País, algumas das quais também grandes importadoras. E a fatia delas na balança também aumentou em 2007, mostrando novamente que o comércio exterior brasileiro é concentrado em um número pequeno de empresas. Os destaques na lista divulgada nesta terça são Petrobras, Vale, Embraer, Bunge Alimentos e Volkswagen do Brasil. Exceto a Vale, todas as outras são também fortes importadoras. leia mais.

Ainda segundo a matéria, A Petrobras encabeça a lista com vendas externas de US$ 13,6 bilhões, alta de 22,9% sobre 2006. Seguida pela Vale, com US$ 7,9 bilhões, alta de 31,6%, e Embraer com US$ 4,7 bilhões, alta de 44,4% ante 2006.

Algumas coisas a destacar.

Primeiro, não há nada de excepcional em ver a Petrobras liderar o ranking. Ela não possui mais o monopólio legal, mas é dona de um monopólio na prática, do principal ativo energético do mundo. E, pelas características do petróleo extraído no Brasil, é grande exportadora de materiais pesados, como revestimento asfáltico. Uma curiosidade, é justamente asfalto o principal item exportador do Brasil para os Emirados Árabes Unidos. O petróleo obtido por lá é mais leve (melhor para óleo combustível como gasolina e diesel) e contem pouco desse material.

Segundo, são empresas criadas em épocas não-democráticas. A Petrobras por Getúlio e Vale e Embraer pelos militares. Os governos democráticos do Brasil ainda não aprenderam a planejar a longo prazo. Isso se deve a um único motivo: a população não cobra essa tarefa.

Terceiro, são também grandes importadores. Os movimentos do capital sempre buscam uma forma equilibrada. Para as empresas internacionalizadas, o que vale é o resultado final, considerando-se todas as operações em todos os lugares do mundo.

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