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PF omitiu PT do relatório de Castelo de Areia

Tuesday, March 31st, 2009

A operação da Polícia Federal com nome de novela começou a mostrar parte da trama típica dos folhetins. Dessa vez a imprensa descobriu que a PF omitiu o PT (ops!) do relatório. Eu não assisto novelas há décadas, não sei dizer o nome de uma única mocinha, mas me lembro de uma tal de Odete Roitman. Pelo que sei, era ruim como o cão. Caros delegados, é disso que o povo gosta! Como puderam “esquecer”  vilões de tal monte?

Na Folha.

O relatório da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, omitiu as doações da construtora Camargo Corrrêa a outros três partidos políticos: PT, PTB e PV, segundo o Jornal Nacional, da TV Globo.

Deflagrada na semana passada, a operação desarticulou uma quadrilha especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro e também menciona sete partidos políticos que podem ter recebido doações ilegais da construtora nas eleições de 2008.

O relatório da PF cita PSDB, DEM, PPS, PSB, PDT, PMDB e PP, que negam caixa dois. A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) é apontada na investigação como intermediária das doações da empresa a políticos. A entidade nega as suspeitas.

Segundo a reportagem do Jornal Nacional, os nomes dos três partidos que ficaram de fora do primeiro relatório da PF estão em um e-mail enviado por um dos diretores da Camargo Corrêa em novembro do ano passado para um representante da Fiesp.

Na mensagem, o diretor cobra recibos pendentes de doações ao PT, PTB e PV, além do PSDB –já citado no relatório anterior. O PV e o PTB disseram que as doações da Camargo Corrêa foram registradas na Justiça Eleitoral. A Direção Nacional do PT afirmou que não responde pelos diretórios regionais –a doação foi para um diretório regional mas não cita qual.

A reportagem mostra ainda comentário do delegado Otávio Russo que diz no relatório que ser “impossível se afirmar, apenas com os dados atuais, a ilicitude de tais doações”.

A Operação Castelo de Areia prendeu dez pessoas na última quarta-feira (25), entre elas quatro diretores e duas secretárias da Camargo Corrêa. Eles foram soltos no último sábado (28) mas foram indiciados pela PF por crimes de câmbio ilegal, evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

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