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Nos EUA não!

Monday, January 12th, 2009
prisao guantanamo

prisao em guantanamo

George W. Bush concedeu uma entrevista ao lado do pai, o ex-presidente George Bush, e falou sobre Guantanamo e as técnicas de interrogatório. Defendeu a existência dessa “zona sem lei” e o uso da “asfixia simulada”, uma técnica que induz a sensação de asfixia e leva o prisioneiro a pensar que está morrendo.

Sou radicalmente contra a prisão de Guantanamo. os EUA são, sem dúvida, a principal democracia do mundo, e se Guantanamo não chega a iguala-los aos seus inimigos do terror, longe disso, também não ajuda a deixar clara como deve ser a linha divisória.

As emissoras de TV americanas estão sempre produzindo toneladas de séries sobre investigações policiais. Desde Columbo, e seu fabuloso “faro” para crimes”, até as técnicas científicas de CSI. E fazem isso porque é uma representação boa da democracia e do estado de direito. Todo cidadão possui direitos básicos que não podem ser alienados. Não se pode torturar para obter informações de um criminoso, isso deve ser feito com inteligência.

A tortura como técnica de interrogatório faz um estrago enorme à sociedade e possui eficácia discutível, uma vez que os interrogados tendem a dizer o que os torturadores querem ouvir, como forma de encerrar o sofrimento.

Quem sequestra, tortura e mata em frente das câmeras de TV são os terroristas. Os EUA, no combate ao terror, devem representar o oposto. Guantanamo foi o maior erro da administração Bush. Do ponto de vista histórico, creio que será um episódio comparável a um outro atendado à democracia americana, o Macarthismo. Senão em dimensão, ao menos em espécie. E tal qual se deu cabo da perseguição promovida pelo então senador Joseph McCarthy, a estrutura de Guantanamo será eventualmente desmontada. Ao menos é o que garante Obama.

Os que defendem a democracia e o estado de direito ao redor do mundo agradecem.

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Porto Alegre mais violenta que São Paulo

Monday, January 7th, 2008

Zero Hora, por Carlos Etchichury.

Em menos de uma década, Porto Alegre tornou-se mais violenta do que São Paulo e Nova York.

Proporcionalmente à população, mata-se mais na Capital do que em duas das principais metrópoles do mundo.

No ano passado, 430 pessoas foram assassinadas em Porto Alegre (29,86 para cada grupo de 100 mil, de acordo a Secretaria da Segurança Pública). Foi o mais violento da década no município. O quadro pode ser mais grave ainda. Cálculos da Delegacia de Homicídios apontam para mais de 500 assassinatos, número questionado pela secretaria.

Pesquisadores consultados por ZH alertam: o momento de agir é agora.

Os homicídios se intensificam de forma homeopática desde 2000. Naquele ano, com 285 assassinatos (20,95 para 100 mil), a situação era considerada sob controle. No mesmo período, São Paulo despertava a atenção com 51,33 mortes por 100 mil. Desde lá, as duas capitais protagonizam situações antagônicas. Investimentos do Estado e da prefeitura da capital paulista em segurança, articulados com ações de ONGs, reduziram em mais da metade os índices de assassinatos. O último dado disponível, de 2006, revela que 18,39 pessoas foram assassinadas para cada grupo de 100 mil - fenômeno semelhante ocorre no Estado paulista.

Vejam os números, Porto Alegre com 29,86/100.000 e São Paulo com 18,39/100.000. Não sou especilista, mas é claro que para combater a violência precisa-se de polícia. Educação é fundamental, bom momento econômico também, mas sem punição a bandidagem não se retrai. Em SP, tão imporante quanto a ampliação do policiamento de rua, foi a construção de novos presídios. Ainda há carência de vagas e o crime organizado atua fortemente no sistema prisional paulista, mas um número maior de marginais fica mais tempo na cadeia. Mesmo mandando no pedaço, cadeia é cadeia.

O executivo tem que cumprir a sua parte, pena que o legislativo não faz a reforma do judiciário pra que se vá pra cadeia de forma mais rápida.

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