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SP veta estatais no leilão da Cesp

Tuesday, February 26th, 2008

Nesses tempos pos-virose, comentários curtos: se a intenção é desestatizar, nada melhor que proibir a participação de estatais e todos os vícios (políticos) que carregam.

No Estadão, por Agnaldo Brito.

Por Agnaldo Brito, no Estadão. Volto depois:
O governador José Serra manteve a proibição da participação de estatais no leilão de privatização da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), empresa hoje formada por seis usinas hidrelétricas e dona de 9,6% da capacidade instalada do País.
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Companhia de Energia Elétrica do Paraná (Copel) já haviam anunciado a intenção de participar em consórcios do leilão marcado para o dia 26 de março.
A confirmação, aguardada pelo mercado, foi dada ontem, quando a Secretaria Estadual de Fazenda publicou o edital de privatização com o preço mínimo de R$ 49,75 por ação - cerca de R$ 16 bilhões por todas as ações e R$ 6,6 bilhões para o Estado de São Paulo pelas ações de controle.
A primeira reação à manutenção do veto veio ontem mesmo. O presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais, disse que a proibição de São Paulo ainda será avaliada pela companhia. “A Cemig continua interessada em participar do leilão da Cesp e ainda vai avaliar, do ponto de vista jurídico, a possibilidade de participar”, disse.
Liberada pelo governador paranaense Roberto Requião, a Copel também informou que poderia recorrer à Justiça caso as condições do negócio fossem de interesse da companhia. A reportagem tentou ouvir a direção da Copel sem sucesso.
O veto às estatais no Programa Estadual de Desestatização (PED) não é novo. A exclusão do capital público nas privatização foi imposta na primeira fase da desestatização, ainda no governo Mário Covas. O objetivo era garantir o ingresso do capital privado no setor de infra-estrutura e evitar a influência política na gestão das companhias. Leia mais.

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