Thursday, October 9th, 2008
Gilberto Kassab (DEM) abriu 17 pontos de vantagem sobre Marta Suplicy (PT) segundo a última pesquisa Datafolha.
A candidata petista deve partir forte para o ataque pois não possui outra opção. Como a soma de brancos/nulos e indecisos dá 8%, insuficiente para sequer um empate técnico, Marta tem que “roubar” votos de Kassab. O curioso é que 2% dos que votaram em Kassab no primeiro turno declaram ter intenção de votar em Marta no segundo, mas 5% dos que votaram em Marta dizem que agora preferem Kassab.
A vantagem óbvia é a soma dos votos de Kassab e Alckmin (PSDB). Seria muito pouco provável que Marta conseguisse parcela expressiva dos votos tucanos, mas o que impressiona é que ela praticamente não conseguiu nada até agora. Está “tecnicamente empatada” com a votação do primeiro turno.
O DEMocrata lidera em quase todas as regiões da cidade e em quase todas as faixas de renda. Só perde nos extremos sul e leste, regiões mais pobres, onde vive boa parte das famílias com renda até dois salários mínimos, única faixa em que Marta leva vantagem.
O PT só venceu em SP duas vezes, e acredito que só conseguiu o feito porque o adversário era Paulo Maluf (PP), o único que possui rejeição maior que os petistas. Portanto, a não ser que Marta e seu MartaKeteiros consigam “colar” Kassab a Pitta e Maluf, bau-bau.
Tags: DEM, eleicoes, Kassab, maluf, Marta Suplicy, PP, pt, SP
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Thursday, October 2nd, 2008

Marta esperando sentada
Conforme o segundo turno paulistano parece se definir entre Marta Suplicy (PT) e Gilberto Kassab (DEM), começam a surgir as primeiras tentativas de aliança. Depois de procurar o PTB, a campanha petista vai atrás dos tucanos. Isso mesmo, Marta espera conseguir apoio dos eleitores de Alckmin.
Segundo a candidata, essa não seria uma transferência de votos inédita. Ela acredita que transferiu votos para Mario Covas na reeleição do governador (contra Maluf) e que os tucanos também ja lhe deram votos quando disputou a prefeitura (também contra Maluf).
Caso a candidata não tenha notado, falta um elemento importante nessa nova equação: Maluf (PP) está fora da disputa, simplesmente não é mais competitivo. E não foi à toa que durante toda a campanha tanto ela quanto o tucano tentaram associar Kassab ao malufismo. De fato o candidato do DEMocratas militou por lá, mas teve o bom senso de abandonar o barco antes que a nau Pitta fosse a cabo. Fica claro que, até agora, essa idéia de colar Kassab a Maluf não pegou. Afinal, o prefeito está crescendo nas pesquisas e Maluf, com magros 7%, corre o risco de ser ultrapassado até por Soninha (PPS).
Além disso, o tucano mais popular em SP no momento não é Alckmin, que muito provavelmente não apoiaria Kassab no segundo turno, mas o governador José Serra (PSDB), que deve entrar com os dois pés na campanha. Vale lembrar que Kassab foi vice de Serra e assumiu a prefeitura quando esse saiu para disputar o governo estadual.
Portanto, candidata, melhor esperar sentada pelos votos tucanos.
Tags: Alckmin, Covas, eleicoes, Kassab, maluf, Marta Suplicy, PP, PPS, psdb, pt, PTB, Serra, SP
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Wednesday, October 1st, 2008
O Datafolha divulgou hoje uma nova pesquisa para a prefeitura de SP. Marta (PT) perdeu mais pontos e aparece com 35%, Kassab (DEM) se isola em segundo e agora tem 29%. Quem estancou foi Alckmin (PSDB), com 19%.
No segundo turno, como na última pesquisa, o DEMocrata lidera contra a petista, 49% a 44%. Os mesmos números também daria a vitória ao tucano Alckmin sobre Marta.
Enfim, como já escrevi antes, fica cada vez mais provável uma derrota deles.
Tags: Alckmin, DEM, eleicoes, Gilberto Kassab, Marta Suplicy, psdb, pt, SP
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Tuesday, September 16th, 2008
Sou só eu ou alguém mais acha Alckmin e Potter parecidos?

Harry potter e sua coruja
As pesquisas não tem sido generosas com a campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à prefeitura de São Paulo. Depois de se afastar da líder Marta Suplicy (PT), o tucano foi alcançado por Gilberto Kassab (DEM). Apesar da situação de empate técnico, Kassab apresenta curva de crescimento e Alckmin está estável com viés de baixa, portanto é razoável pensar que foi ultrapassado.
Por conta disso promoveu-se uma revolução entre os publicitários da campanha Alckmista, que parecem ter encontrado a Pedra Filosofal (a obsessão dos alquimistas medievais, um artefato que poderia transmutar qualquer metal em ouro). No caso, o ouro é o segundo turno e o metal inferior é dar pancada no atual prefeito, Gilberto Kassab.
Não é a primeira vez que os marqueteiros de Alckmin erram na dose do porrete. Na campanha presidencial de 2006, quando começou a bater em Lula, o tucano encostou e levou a eleição a um improvável segundo turno. Eis que, não mais que de repente, aparece um Geraldinho paz e amor. E o resultado todo mundo conhece, ele foi pior no segundo turno que no primeiro. A razão (e sei que é confortável minha posição de “prever o passado”) é que esse discurso autista-angelical de “não sei o que acontece ao meu redor, mas gosto de todos” só cola no Lula.
Pois bem, “Geraldo” (alguém se lembra que ele se lançou à presidência como Geraldo e não Alckmin?) recomeçou a campanha em “alto-nível”, traduzindo: autismo-angelical. Percebendo que a vaca trotava em direção ao brejo, e certamente não querendo cometer o mesmo erro, começaram a bater, mas no Kassab! No candidato do DEM, eterno aliado dos tucanos e parceiro do governador José Serra (PSDB). Sou eu ou enlouqueceram?
os DEMocratas desde o início da campanha se colocaram como antítese de Marta Suplicy e PT. Ignoraram completamente a campanha tucana. A candidata petista, obviamente, revidou. Por um momento, parecia que Alckmin não existia no pleito. Provavelmente pensaram, “deixe que eles se matem e nos vamos crescendo”. Não foi o que aconteceu, tudo se polarizou entre PT e DEM.
Ao bater em Kassab, Alckmin deve perder mais pontos porque é claro que dividem boa parte do mesmo eleitorado, que ficará bastante descontente se perceber um crescimento de Marta. Ei, tucanos, vai aqui um conselho grátis: se quiserem ganhar a eleição, polarizem com o PT. Evidenciem as diferenças e não batam nos aliados. Deixem a magia de lado.
Tags: Alckmin, eleicoes, Kassab, Marta Suplicy, SP
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Monday, September 8th, 2008
Será que Lula se desincompatibilizou e é candidato a prefeitura de SP? Aparentemente a candidata do PT à prefeitura da capital paulista ainda é Marta Suplicy. Digo aparentemente porque acabei de ouvir o horário eleitoral gratuito e no programa do PT só se diz que “Lula e Marta farão…”, “Lula e Marta trarão…”, “Lula e Marta…”, “Lula e Marta…”,… Sempre com o nome do presidente à frente.
Marta Suplicy sabe da enorme rejeição que possui. É a prefeita das taxas, a ministra do “relaxa e goza” e de tantas gafes ao longo da vida pública. Ao tentar se valer da popularidade de Lula faz uma aposta arriscada. O presidente nunca venceu uma eleição em SP. Até Jânio “bebo porque é líquido” Quadros deu-lhe de lavada. Mas, nesses tempos de hipocrisia do eleitor (que reclama da corrupção e aplaude o presidente do partido do mensalão, dos cartões corporativos, da quebra do sigilo bancário de um cidadão, dos grampos telefônicos, dossiês, e outras cositas más) a jogada parece render bons frutos para o PT.
Digo parece porque Marta leva grande vantagem no primeiro turno, mas não no segundo. Os 40% que atingiu podem ser o seu teto, daí não passa. Precisaria inverter a rejeição de alguns setores da sociedade. E tenho a impressão que os mesmos grupos que a rejeitam são os que se recusam a aplaudir Lula.
Nas camadas mais pobres sua luta também está difícil. Seus concorrentes estão fortemente ligados à construção de moradia popular e programas de melhoria da educação, Alckmin e Kassab, respectivamente.
A mim parece que Lula, digo Marta, irá perder mais uma eleição em SP.
Tags: eleicoes, lula, Marta Suplicy, SP
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Monday, May 26th, 2008
O mercado de ações sofreu um rebuliço na última quarta-feira com a notícia sobre uma possível compra da Nossa Caixa, banco do governo do estado de São Paulo, pelo Banco do Brasil. As ações do banco paulista subiram mais de 30%. A CVM, comissão de valores mobiliários -entidade que controla o mercao de ações, já informou que irá investigar se houve alguma manipulação.
Pois bem, duas perguntas ficaram no ar:1. Por que vender a Nossa Caixa? 2. Por que o o governo de SP ofereceu a Nossa Caixa ao Banco do Brasil ao invés de anunciar um leilão?
A primeira pergunta tem uma reposta mais fácil. Os governos estaduais não podem mais quebrar seus bancos de fomento. É simples assim. No próprio estado de SP isso já aconteceu e o falecido governador Mário Covas ficou com um abacaxi monstruoso nas mãos, um Banespa quebrado, herdado das administrações anteriores. Banespa que acabou privatizado, vendido ao grupo espanhol Santander. Como a utilização do banco para fomento é muito limitada, o melhor é se desfazer dele mesmo.
A segunda tem uma resposta um pouco mais complexa. Há no Superior Tribunal de Justiça um entendimento que apenas bancos estatais podem receber depósitos judiciais. Em poucas palavras, quando se discute na justiça o valor de um pagamento, faz-se o depósito judicial, o credor não recebe, mas o dinheiro fica retido até que a justiça decida valores, méritos, etc… Isso evita o “nome-sujo” na praça.
Como uma parte significativa dos ativos da Nossa Caixa está em depósitos judiciais, se um banco privado a levasse perderia esse montante, que iria de graça para, provavelmente, o próprio Banco do Brasil. Mas também há um mérito a ser julgado sobre a validade ou não dessa regra que apenas bancos estatais pode receber tais depósitos. Há muita confiança no mercado que a limitação será derrubada, afinal não cabe ao judiciário duvidar do trabalho do Banco Central no gerenciamento do sistema financeiro.
Resumidamente, o governo de SP consultou o hoje único possível comprador, o Banco do Brasil, e perguntou quanto ele está disposto a pagar pela instituição. Obteve um valor em torno de R$ 8 bilhões. Agora espera a decisão sobre o destino dos depósitos judiciais, tem muita confiança que a limitação cairá e deverá anunciar um leilão com preço mínimo igual ao que o BB ofereceu. Foi uma bela jogada.
Em tempo, o governo federal ficou ouriçadíssimo com a notícia. Primeiro porque adoram controlar qualquer coisa, está no DNA soviético de muitos por lá. Segundo por ser a Nossa Caixa um possível cabideiro de empregos tamanho-família. Como se sabe, há muito companheiro necessitado por aí.
Tags: banco do brasil, nossa caixa, SP
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Sunday, March 30th, 2008
A ex-prefeita, ministra de turismo e autora de gafes “geniais”, Marta “relaxa-e-goza” Suplicy, aparece um ponto à frente de Geraldo Alckmin na disputa à prefeitura de SP, condição de empate técnico. Em terceiro lugar está o atual prefeito Gilberto Kassab.
Segundo o Datafolha, Marta (PT) aparece com 29%, Alckmin (PSDB) com 28% e Kassab (DEM) com 13%. No entanto, em um segundo turno entre a petista e o tucano, Alckmin venceria com folgada margem: 53% a 41%.
É de se esperar uma migração dos eleitores de Luiza Erundina (PSB), que aparece com 7% para a petista. Já os eleitores de Paulo Maluf (PP), 8%, dividiriam-se - sim, boa parte do eleitorado malufista vota no PT - e a migração quase integral de eleitores de Kassab para Alckmin. Essa “matemágica” explica os números da simulação para o segundo turno. Além, claro, de mostrar as dificuldades de Marta Suplicy para uma virada total.
Tags: Geraldo Alckmin, Gilberto Kassab, Luiza Erundina, Marta Suplicy, psdb, pt, SP
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Tuesday, February 26th, 2008
Nesses tempos pos-virose, comentários curtos: se a intenção é desestatizar, nada melhor que proibir a participação de estatais e todos os vícios (políticos) que carregam.
No Estadão, por Agnaldo Brito.
Por Agnaldo Brito, no Estadão. Volto depois:
O governador José Serra manteve a proibição da participação de estatais no leilão de privatização da Companhia Energética de São Paulo (Cesp), empresa hoje formada por seis usinas hidrelétricas e dona de 9,6% da capacidade instalada do País.
A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Companhia de Energia Elétrica do Paraná (Copel) já haviam anunciado a intenção de participar em consórcios do leilão marcado para o dia 26 de março.
A confirmação, aguardada pelo mercado, foi dada ontem, quando a Secretaria Estadual de Fazenda publicou o edital de privatização com o preço mínimo de R$ 49,75 por ação - cerca de R$ 16 bilhões por todas as ações e R$ 6,6 bilhões para o Estado de São Paulo pelas ações de controle.
A primeira reação à manutenção do veto veio ontem mesmo. O presidente da Cemig, Djalma Bastos de Morais, disse que a proibição de São Paulo ainda será avaliada pela companhia. “A Cemig continua interessada em participar do leilão da Cesp e ainda vai avaliar, do ponto de vista jurídico, a possibilidade de participar”, disse.
Liberada pelo governador paranaense Roberto Requião, a Copel também informou que poderia recorrer à Justiça caso as condições do negócio fossem de interesse da companhia. A reportagem tentou ouvir a direção da Copel sem sucesso.
O veto às estatais no Programa Estadual de Desestatização (PED) não é novo. A exclusão do capital público nas privatização foi imposta na primeira fase da desestatização, ainda no governo Mário Covas. O objetivo era garantir o ingresso do capital privado no setor de infra-estrutura e evitar a influência política na gestão das companhias. Leia mais.
Tags: Cemig, Cesp, Copel, privatizacao, SP
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Monday, February 18th, 2008
Assim como fez no caso dos cartões de débito do governo estadual, esse caso deve ser apurado de forma tão pública quanto possível. Por enquanto, trata-se de uma denúncia contra funcionários da empresa, não há ligações políticas. Se houver, precisam ser estirpadas antes mesmo da apuração. Volto a repetir, para políticos aplica-se a lógica da mulher de César.
Na Folha.
O Metrô de São Paulo admitiu nesta segunda-feira que recebeu uma denúncia anônima sobre o suposto desvio de R$ 1,8 milhão em três licitações realizadas pela empresa e que investiga o caso. Ontem (17), o “Fantástico” da Rede Globo afirmou que funcionários são suspeitos de terem recebido propina para declarar uma empresa de fornecimento de equipamentos contra incêndios, a Ezalpha, como vencedora nas licitações.
Na reportagem, um ex-funcionário do Metrô que teria participado das negociações afirma que preços de equipamentos de combate a incêndio foram superfaturados e a licitação, fraudada. Em 2007, a Ezalpha venceu três licitações do Metrô. Segundo a reportagem, em todas, os preços estavam acima do valor de mercado.
Uma das licitações foi para comprar 200 kits de detectores de fumaça. No processo licitatório, a Ezalpha fez uma oferta na qual cada um sairia por R$ 229,15. O Metrô fez contraproposta e acabou comprando por R$ 225 cada um. Os repórteres da TV compraram uma unidade do mesmo kit, em São Paulo, por apenas R$ 99,70. O preço pago pelo Metrô é 125% maior.
Entre as irregularidades, há suspeitas de que um funcionário do Metrô tenha viajado para a Inglaterra e a Espanha a convite da Ezalpha, sob a justificativa de “ver como se previne um incêndio nas estações da Europa”. Em nota, a Ezalpha afirmou à Globo que a viagem seguiu um procedimento comercial normal. E negou ter superfaturado preços. Leia mais.
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Thursday, February 14th, 2008
Tão bom quanto ver políticos corruptos ou que simplesmente mal-versam o dinheiro público na cadeia, será uma mudança no código penal acabando com o limite de anos para cumprimento de pena, a prescrição para vários crimes e o limite de idade, como se vê na última linha do texto abaixo. Na Folha.
O ex-prefeito paulistano Celso Pitta (1997-2000) sofreu duas condenações, uma cível e outra penal, por fraude e desvio de finalidade na emissão de títulos para pagar precatórios (dívidas judiciais) entre 1994 e 1996, quando era secretário de Finanças na gestão do então prefeito e hoje deputado federal Paulo Maluf (PP).
A operação teria provocado um prejuízo de R$ 600 milhões à prefeitura.
O ex-prefeito não foi localizado ontem para comentar as duas condenações. Nos dois casos, Pitta pode recorrer das decisões.
Na área criminal, Pitta foi condenado, no último dia 7, a dois anos e dois meses de prisão pela 8ª Vara Criminal Federal (primeira instância). Também foi condenado o ex-coordenador da Dívida Pública da prefeitura, Wagner Baptista Ramos, que foi assessor de Pitta na secretaria.
“A trama foi engendrada por Paulo Maluf, que desejava mais recursos para a realização de obras, plataforma de suas campanhas, e executada por Wagner Ramos e Celso Pitta”, escreveu na sentença o juiz Márcio Rached Millani, que permitiu aos dois réus a possibilidade de recorrer em liberdade.
Por ter mais de 70 anos, Maluf foi excluído do processo, como prevê a legislação. Leia mais.
Tags: Celso Pitta, corrupcao, Paulo Maluf, SP
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