Monday, February 18th, 2008
Uma das implicações da notícia abaixo está aqui.
No Estadão.
Siderúrgicas do Japão e da Coréia do Sul aceitaram alta de 65 por cento nos preços do minério de ferro vendido pela Vale, nos primeiros contratos firmados para este ano. Apesar disso, mineradoras australianas informaram que ainda querem reajuste maior.
Nippon Steel e JFE, do Japão, e a Posco, da Coréia do Sul concordaram em pagar à Vale 78,90 dólares por tonelada de minério de ferro de Itabira no ano que começa em 1o de abril, reajuste de 65 por cento e sexta alta consecutiva nos preços da commodity.
As ações da Nippon Steel e da chinesa Baosteel dispararam com alívio dos investidores de que o aumento não foi maior. Os preços do minério de ferro, matéria-prima do aço, aumentaram cinco vezes desde 2001.
O mercado já esperava que os preços aumentariam pelo menos 50 por cento, depois que os preços no mercado à vista chegaram a recordes em 2007 e a demanda de siderúrgicas chinesas não mostrar sinais de queda.
“O mercado ficou aliviado agora que um dos fatores negativos pesando sobre as ações foi revelado”, disse Takashi Aoki, vice-presidente da divisão de investimento em ações da Mizhuo Asset Management.
Mas as ações das mineradoras australianas, como BHP Billiton e Rio Tinto, recuaram com algumas fontes da indústria afirmando que elas vão tentar preços maiores que refletiriam melhor o menor custo de envio de minério de ferro a partir da Austrália. Leia mais.
Tags: BHP, minerio, Rio Tinto, Vale
Posted in negócios | 2 Comments »
Friday, February 8th, 2008
A Vale continua suas tratativas para adquirir controle da anglo-suíça Xstrata e parece estar próxima de fazer uma oferta final pela companhia, assim que obtiver respostas para duas questões.
A primeira é o preço do minério de ferro para os próximos 12 meses. A Vale já conversa com os chineses, principais consumidores do produto, sobre o valor do reajuste. Especulações do mercado variam de 20% a 60%. A se confirmar, a Vale poderia adquirir o empréstimo de US$ 50 bilhões necessários para a aquisição sem perder a nota de grau de investimento dada pelas agências de classificação de risco.
A segunda questão é acompanhar as tentativas da Glencore, controladora da Xstrata, de procurar outras opções de venda. Há fortes indícios de conversas com o BDC, Banco de Desenvolvimento da China, e também com a Rusal, empresa russa de alumínio. A Glencore contratou os bancos Citigroup e Morgan-Stanley para avaliar as opções.
Tags: Vale, Xstrata
Posted in negócios | 1 Comment »
Tuesday, January 29th, 2008
No Estadão, por Paula Puliti.
O perfil das exportações brasileiras pouco se alterou no ano passado, segundo os resultados consolidados da balança comercial de 2007 divulgados nesta terça-feira, 29, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC). Os resultados mais expressivos continuaram com as maiores empresas do País, algumas das quais também grandes importadoras. E a fatia delas na balança também aumentou em 2007, mostrando novamente que o comércio exterior brasileiro é concentrado em um número pequeno de empresas. Os destaques na lista divulgada nesta terça são Petrobras, Vale, Embraer, Bunge Alimentos e Volkswagen do Brasil. Exceto a Vale, todas as outras são também fortes importadoras. leia mais.
Ainda segundo a matéria, A Petrobras encabeça a lista com vendas externas de US$ 13,6 bilhões, alta de 22,9% sobre 2006. Seguida pela Vale, com US$ 7,9 bilhões, alta de 31,6%, e Embraer com US$ 4,7 bilhões, alta de 44,4% ante 2006.
Algumas coisas a destacar.
Primeiro, não há nada de excepcional em ver a Petrobras liderar o ranking. Ela não possui mais o monopólio legal, mas é dona de um monopólio na prática, do principal ativo energético do mundo. E, pelas características do petróleo extraído no Brasil, é grande exportadora de materiais pesados, como revestimento asfáltico. Uma curiosidade, é justamente asfalto o principal item exportador do Brasil para os Emirados Árabes Unidos. O petróleo obtido por lá é mais leve (melhor para óleo combustível como gasolina e diesel) e contem pouco desse material.
Segundo, são empresas criadas em épocas não-democráticas. A Petrobras por Getúlio e Vale e Embraer pelos militares. Os governos democráticos do Brasil ainda não aprenderam a planejar a longo prazo. Isso se deve a um único motivo: a população não cobra essa tarefa.
Terceiro, são também grandes importadores. Os movimentos do capital sempre buscam uma forma equilibrada. Para as empresas internacionalizadas, o que vale é o resultado final, considerando-se todas as operações em todos os lugares do mundo.
Tags: Embraer, exportacao, Petrobras, Vale
Posted in negócios | No Comments »
Monday, January 28th, 2008
Comenta-se em Brasília que o governo poderia tentar bloquear a oferta de US$ 80 bilhões que a Vale fez pela mineradora anglo-suíça Xstrata. A justificativa seria uma diminuição dos investimentos da gigante mineradora no Brasil.
A saber, o governo lucra muito com as reservas minerais no país e tem forte influência na Vale através do BNDESpar, braço de participações do BNDES e do Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. Previ é que o maior acionista individual da Vale e fortemente influenciado por setores do PT.
A Vale, no entanto, leva adiante as negociações e já teria a maior parte do financiamento acertada com 12 bancos internacionais.
Tags: Previ, Vale, Xstrata
Posted in negócios | No Comments »
Sunday, January 27th, 2008
No Estadão.
A Vale, maior produtora de minério de ferro do mundo, está prestes a revelar a proposta de aquisição da anglo-suíça Xstrata avaliada em mais de 80 bilhões de dólares, afirmou um jornal no domingo.
O Observer afirmou, sem citar fontes, que um acordo pode ser anunciado ainda nesta semana e que a Vale daria metade do capital em dinheiro e o restante em ações preferenciais.
Em outra reportagem, o Sunday Times afirmou que a Vale conseguiu um pacote de financiamento de 50 bilhões de dólares junto a um grupo de bancos globais depois que seu chefe financeiro, Fabio Barbosa, reuniu-se com 12 bancos na semana passada em Londres. Leia mais.
Um dos problemas da Vale é perder seu segundo escalão para se tornar primeiro em outras companhias. Isso já aconteceu com pelo menos 3 diretores da empresa, reflexo da excelência em gestão que persegue. Aliada a isso, essa ferocidade em adquirir novas companhias.
A Vale já nasceu gigante, mas desde de que foi privatizada sua eficiência melhorou e os investimentos aumentaram. É o melhor de dois mundos, o governo desiste da administração, não consegue gerir nem atividades intrínsica como educação e saúde, e se concentra em receber os tributos e a empresa privada foca em seus negócios e, conseqüentemente, paga tributos.
Tags: Vale
Posted in negócios | No Comments »